Os combustíveis(vetores energéticos em geral) têm qualidade variáveis: o poder calorífico, a densidade, facilidade de armazenamento e transporte, a verstilidade de utilização. O petróleo e seus derivados são geralmente superiores aos demais combustíveis; assim o petróleo substituiu o carvão em diversas aplicações por virtude da sua qualidade e não por sua escassez do carvão; tal como o carvão substituiu a lanha na maioria das suas aplicações desde o início da Revolução Industrial. A contabilização dos reservatórios e dos fluxos de energia, ponderando as suas qualidades, tem sido fundamentada e elaborada por vários autores que recuperaram conceitos da física e da química -Entropia e Energia - ou que propuseram novos conceitos - Energia e Transformidade.
As empresas do setor energético, como as demais emresas, procuraram realizar lucros. Com ou sem subsídios, é concebivel as empresas energéticas realizarem lucros, ainda que desperdiçando Energia, num previsível quadro de agravamento do preço da energia; por exemplo, ao consumir dois barris de petróleo, hoje a USD 10, para bombear um barril de petróleo, amanhã USD 25 ( esta variação ocorreu de fato entre 1999 e 2000!). O lucro é um objetivo errado para uma política de sustentação energética. Também subsídios ou fixação tendenciosa de preços permitirão produzir combustíveis altenativos com lucro mas com desperdício de energia. É o caso do etanol a partir de biomassa; do metanol e do hidrogênio a partir de gás natural ou carvão; ainda que estes combustíveis alternativos possam ter outras justificações para seu uso, correspondem a um desperdício de energia, se produzidos pelas referidas vias.